Vida de Agência

Rafael Ramón é analista de marketing sênior no Sin Group, e veio dele a inspiração para escrever este artigo pois recentemente publicou no LinkedIn que tem escutado muito a frase "Ninguém mais quer trabalhar em agência". Lembra que a aura romântica do criativo é coisa do passado porque as agências têm uma só ideologia: gerar lucros para seus clientes e consequentemente para ela mesma. Esses dias a Sin Comunicação completou 13 anos, e Ramon me pediu um texto sobre isso. Mas, em vez de escrever sobre vitórias, preferi falar da vida como ela é, e a publicação dele é oportuna pra isso. Chega de dourar a pílula! Na verdade, o relato de Ramon é um pedido de socorro. Ele diz que não sabe até quando vai ter energias para aguentar 8 horas por dia, 5 dias na semana exercendo mais um exercício de diplomacia e paciência do que de criatividade.Tenho por Ramón admiração, respeito e uma rotina de trabalho sem atalhos. É que escrevo meus textos geralmente à noite ou em voos e mando pra ele revisar antes de publicar porque meto os dedos no teclado sem compromisso com erros de digitação para evitar perder o foco. Louco este mundo

As marcas enfrentam o desafio de estar presentes em diversos canais Mas não basta estar presente. É necessário uma integração entre esses meios e uma função clara e objetiva da marca se fazer presente. Uma pesquisa da Salesforce mostra que um usuário leva de 6 a 8 pontos de contato com uma marca antes de efetivar uma compra. Dessa maneira, as marcas precisam abranger um amplo espectro de canais online e até os offline para que suas estratégias de marketing convertam em vendas. Na prática os consumidores já são multicanal, no entanto, são poucas as marcas que conseguem organizar sua comunicação em vários canais de maneira eficaz, sem ser inconveniente pecando pelo excesso ou passando vergonha por estar falando algo que não condiz com sua imagem só para aproveitar o último meme do momento. Os resultados das campanhas de marketing ficam comprometidos quando os profissionais precisam gerenciar diversas plataformas e ferramentas ao mesmo tempo e de maneira descentralizada. A melhor forma de organizar e controlar uma campanha de vários canais é integrar as operações em um grupo sólido, para que o planejamento da campanha seja seguido ao máximo em um fluxo ágil de trabalho, simplificando a execução e permitindo a análise dos resultados

“Nunca deixe a verdade estragar uma boa história”. Sempre cito essa frase quando estou relembrando algumas memórias. Quem me conhece sabe que gosto de exagerar aqui ou acolá. Em uma dessas histórias, falo de Paulo André, meu amigo que queimou a largada na final dos 50 metros peito, em um campeonato que participamos em Natal, e foi eliminado no momento mais importante da competição. Digo que as arquibancadas estavam lotadas de pessoas gritando o nome dele, torcendo pelo seu sucesso, e o que viram foi muito decepcionante. Todos caem na gargalhada. Mas o que aconteceu de verdade é bem sem graça. Deviam ter umas 16 pessoas assistindo a prova. Ninguém ligou para o resultado. Ninguém se conhecia. Todos foram embora e viveram suas vidas. Mas essa distorção da realidade é apenas uma ferramenta. No caso, para gerar boas risadas. Eu não estou tentado vender um produto pra ninguém. Ou serviço. É aí que o terreno muda. As marcas adoram fazer analogias absurdas para incrementar o storytelling de determinada campanha. Sereias e pôneis malditos brotam em comerciais com a única ideia de seduzir o público, de atrair interesse. E tudo bem, é muito bem-vindo. Mas esses recursos não podem atravessar uma linha que

Todos os dias no trabalho possuímos uma agenda de atividades a fazer: ler e-mails e definir encaminhamentos, checar se o cronograma de trabalho está sendo cumprido, dar orientações à equipe, participar de reuniões internas e externas, fazer brainstormings, auxiliar os pares em suas tarefas, atualizar planilhas, acompanhar o andamento das metas, analisar dados, pesquisar, criar, planejar e executar as ações para os clientes, ficar atento às notícias, tendências de mercado, estudando como tirar proveito de algumas delas e implementar novas ideias que contribuam para os resultados e crescimento da empresa

O atendimento manda aquele briefing caprichado e você não tem a menor ideia do que fazer com ele. Quem nunca, né? O bloqueio criativo é um fantasminha que vai te assombrar de vez em quando e você vai ter que lidar com ele. Então, não se desespere e vamos descobrir juntos um jeito de enfrentar esse danado.  Estas são algumas coisas que costumam funcionar para mim e que, espero, possam servir para você também. 1. O atendimento pode te ajudar muito. Quem melhor do que a pessoa que conversou com o cliente para te ajudar a entender o que ele quer? Vai lá na sala do atendimento e bate um papo. Ele não morde. 2. Você tem um criativo do seu lado. Troque uma ideia com ele! Seja qual for o seu job, você não está sozinho para realizá-lo.  Tem alguém, espero que muito bom, ao seu lado, então aproveite! Conversem sobre o briefing, cruzem ideias. Afinal, vocês são duas mentes com bagagens diferentes, então a chance de pensarem algo bom é grande. 3. Pesquise o que já rolou. Dê uma pesquisada sobre o que outras pessoas já falaram sobre o tema, isso vai servir como parâmetro para você. É aquela coisa: saber o que não

A importância de alinhar os objetivos da sua empresa aos desejos e anseios dos novos consumidores. Se houve uma pausa longa para responder a pergunta acima, talvez sua marca esteja fora do compasso. O mundo segue um novo ritmo, bem diferente da época em que muitas empresas bem sucedidas de hoje prosperaram e fizeram fortuna. O que funcionou ontem talvez não funcione amanhã. Será que repetir a fórmula de sucesso que te trouxe até aqui é a melhor opção ou simplesmente a mais fácil? Afinal, tudo é uma questão de contexto. Explico: não é só o que você faz, mas também quando, onde e porquê você faz. As pessoas valorizam marcas relevantes, transparentes, descomplicadas e que sirvam de plataforma para que elas alcancem seus próprios objetivos. Marcas que facilitem de alguma forma atividades essencialmente humanas, como ir de um ponto a outro, hospedar-se em outra cidade, gerir as finanças pessoais, chegar ao peso ideal, cuidar da alimentação, encontrar um parceiro(a), educar os filhos, viajar, ler, etc, etc, etc… O quê? Você já tem um bom produto ou serviço? Inovador?! OK, isso é um ótimo começo, mas para gerar identificação no público não é o suficiente. “Construir uma marca significa dedicar tempo para descobrir o que